Artigos

Supervisão Pública precedida por Momento de Apresentação

No dia 24 de Fevereiro de 2024, a Associação Winnicottiana Portuguesa irá realizar uma Supervisão Pública,  para a qual, tal como em anteriores iniciativas, e por questões de sigilo profissional, apenas se poderão inscrever psicólogos membros efetivos da OPP, psicoterapeutas com especialidade em psicoterapia reconhecida pela OPP ou psicoterapeutas em formação em entidades formadoras reconhecidas pela OPP. Antes de se iniciarem os trabalhos da supervisão propriamente dita, realizar-se-á um Momento de Apresentação das ideias de Donald Woods Winnicott e de divulgação das iniciativas e da formação promovida pela Associação, onde poderá saber mais sobre o Curso de Especialização Winnicottiano e sobre…

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Abertura de Inscrições – Ano Zero

ANO ZERO do Curso de Especialização Winnicottiana – Psicanálise e Saúde: Temas Introdutórios Descrição Condições de Acesso Programa – Ano Zero Normas de Formação e Avaliação – Ano Zero Modalidades de Pagamento DIREÇÃO CIENTÍFICA: Mª do Rosário BeloCOORDENAÇÃO: Tânia Ribeiro  A Associação Winnicottiana Portuguesa- CIWP lança o Ano Zero do Curso de Especialização Winnicottiana com o título “Psicanálise e Saúde: Temas Introdutórios”. Descrição O ano zero é composto por 21 seminários teóricos e prepara o acesso ao curso de especialização winnicottiana – Teoria do Amadurecimento & Clínica Winnicottiana – sendo esta integração sujeita a avaliação de pedido dirigido à Direção Científica…

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Duplo Lançamento nas 1ªs Jornadas – Publicações de Maria do Rosário Belo

Nas nossas 1ªs Jornadas, no dia 30, teremos o Duplo Lançamento, com a presença da autora Maria do Rosário Belo, de:– “O Percurso de um Psicanalista, Sessões de análise revisitadas” (3ª edição)– “Estudos Winnicottianos” (2ª Edição O lançamento terá também transmissão online. “Estudos Winnicottianos” é uma publicação Winnicottiana inteiramente portuguesa, dirigida a psicanalistas e psicoterapeutas, mas também a qualquer pro-fissional cujo alvo sejam as relações humanas; quer seja no âmbito da saúde, da educação ou de qualquer outra área de intervenção. Destina-se também a quem simplesmente se interessa pela compreensão do lugar do humano no mundo, pelo existir humano e…

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two men sitting on road

Matateu

Há mais de meio século, na Amadora, subúrbio de Lisboa, viveu o Matateu. O Matateu era um “Bêbedo”, um “Pedinte”, um “Maluco”. Ainda não tinham sido inventados os “sem-abrigo”. E, a bem dizer, o Matateu tinha um abrigo, numa casa abandonada. Partilhava a casa com cinco ou seis cães. Dormiam juntos, no meio de um enorme monte de papeis e cartões, juntos. Saiam juntos deambulavam juntos. Partilhavam a comida que conseguiam. Algumas senhoras da vizinhança, “malucas dos gatos”, davam de comer aos gatos, aos cães, ao Matateu. Chegava para todos. Tinha que chegar. Eram uma Matilha e a Matilha sobrevive…

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girl in gray long sleeve shirt smiling with her grandparents

Um olhar Winnicottiano sobre o tempo da criança na intervenção judicial

Neste tempo em que comemoramos o 33º aniversário, da Convenção dos Direitos da Criança, faz-me sentido reforçar que o tempo das crianças não se assemelha nem se compadece com o tempo dos seus cuidadores. Nesta sequência, destaco a importância do tempo de relação como construto da saúde mental e reforço a importância do tempo psicológico e do tempo real como promotores do desenvolvimento da criança, existindo inevitavelmente, uma relação entre o Tempo, o Ser e o Estar. Na intervenção judicial, em matéria da promoção e proteção dos direitos da criança, às equipas de Assessoria Técnica aos Tribunais, são diariamente solicitadas…

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photo of red and blue zippers

Pequena nota sobre a Inveja do Pénis

Muito se tem falado sobre a chamada inveja do pénis, tema tão caro a Freud. A meu ver há uma diferença entre uma inveja do pénis que poderíamos considerar “normal” na integração da diferença – decorrente do processo de desilusão e do consequente reconhecimento de que não somos omnipotentes. Esta “inveja” estaria presente sobretudo na chamada fase fálica – com correspondência para o que poderíamos chamar inveja da vagina nos rapazes (inveja da capacidade de engravidar e gerar vida) – ambas referentes ao facto de nos percebermos incompletos e de reconhecermos na diferença o que nos falta; que remeteria, na…

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Somos cláusulas perdidas na imensidão da repetição da agonia ou somos seres que lutam pela conquista do seu nome próprio?

Como a conquista do ser passa pela transformação da clausula familiar atribuída à revelia da vontade. Somos cláusulas perdidas na imensidão da repetição da agonia ou somos seres que lutam pela conquista do seu nome próprio? Somos os papeis que cumprimos ou somos de verdade quando, acima do cumprimento desses papeis, fazemos nascer o nosso ambiente e o nosso ser? Como distinguir entre o ambiente que nos habita e o novo ambiente, aquele que nos move para um lugar diferente? Como existir em plenitude quando os ambientes se sobrepõem na sua caducidade e originalidade? Onde é que o nosso nome…

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person holding camera lens

Desde o “Tocar no Ponto” até ao “Touchpoint”

(João Manuel Rosado de Miranda Justo, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, Junho de 2022)             Estávamos no ano letivo de 1981/1982 e decorria o último ano da Licenciatura em Psicologia. Nesse final de curso, para os alunos da Psicologia Clínica (Ramo B, como naquela altura de dizia), acontecia uma cadeira designada “Consulta Psicológica da Criança e do Adolescente”. Nessa cadeira, a já falecida Professora Maria Rita Mendes Leal fazia questão de trazer até nós os autores psicodinâmicos que afinaram a pontaria da psicanálise na direção da criança, do desenvolvimento infantil e, entre outras coisas, na direção da psicoterapia…

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person in black jacket standing on snow covered ground in between bare trees during daytime

Ser-se Winnicott, mais do que uma escolha, um sentido de vida

Corria o ano de 1957 e Winnicott apresentava, numa reunião da Sociedade Britânica de Psicanálise, um dos artigos que mais marcou o meu percurso como psicanalista: “A capacidade de estar só”. O outro, escrito doze anos mais tarde, foi “O uso de um objeto e relacionamento através de identificações”, publicado em O brincar e a realidade, mas lido também na Sociedade Britânica de Psicanálise, em 1969. O primeiro fala da capacidade mais nobre da arte de quem pratica a cura pelo cuidado: a capacidade de estar só na presença do outro; que significa, a meu ver, a capacidade de se…

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woman in white dress sitting on ground under tree during night time

Nota breve sobre a ligação ao projecto “Winnicott-Portugal”

Tomei contacto com o projecto “Winnicott-Portugal” através de Maria do Rosário Belo, minha colega investigadora do PRAXIS – Centro de Filosofia, Política e Cultura, e a quem devo o generoso convite para tomar parte na iniciativa. Também a Prof.ª Irene Borges Duarte, a partir desse mesmo enquadramento institucional, e na sequência de um já longo acompanhamento do percurso de investigação em filosofia que tenho vindo a realizar, chamou, logo depois, a minha atenção para a novidade e a importância deste projecto no contexto da psicanálise em Portugal. A minha primeira expectativa é a de que esta plataforma cumpra o propósito…

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three boys walking between buildings at daytime

Winnicott – Portugal, é trazer Donald Winnicott para a nossa casa, para a nossa vizinhança!

Ter encontrado Winnicott no meu percurso profissional, foi uma das maiores satisfações no meu trabalho, ter a possibilidade de abraçar uma clínica que privilegia o manejo, o atendimento da necessidade em detrimento de uma interpretação maciça, conseguir chegar mais próxima do paciente, alongar a confiabilidade. Após anos de estudo das obras de Donald Winnicott no IBPW (Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana) de São Paulo, onde tive a sorte de encontrar profissionais tão preciosos e capacitados para aprofundar e difundir os trabalhos do autor, profissionais que me ajudaram imenso e aos quais sou muito grata! Porém, sempre senti uma enorme solidão…

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white and blue ceramic floor tiles

Se a arte cura, a psicanálise é também uma arte, a arte de cuidar.

Tive a sorte e o privilégio de conhecer Donald Woods Winnicott através da Maria do Rosário Belo. Sorte porque não podia ter melhor orientadora, quer pelo seu vasto conhecimento da vida e obra do pensador, quer pela dedicação e entusiasmo com que se entrega ao estudo e divulgação dos seus conceitos e da sua psicanálise. O privilégio foi o de conhecer a própria Maria do Rosário e a sua personalidade cuidadora, dedicada ao seu meritório e imprescindível métier, sempre incansável atendendo às necessidades, quer de pacientes, quer de colegas ou de formandos. Mas também a sua dedicação incondicional à causa…

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girl watering tree

O cuidado que Winnicott nos “ensinou” e “legitimou”

É muito gratificante e um grande orgulho fazer parte do grupo de colaboradores Winnicott- Portugal, por se tratar dum veículo de divulgação do seu pensamento e da sua perspetiva na clínica, que me é tão cara. Na perspetiva Winnicottiana do desenvolvimento humano senti-me, desde sempre, compreendida, acolhida e significativamente identificada com a possibilidade de retomada do desenvolvimento com base na relação interpessoal, nomeadamente na interação paciente-analista, sendo este último, ele mesmo (si próprio), e propiciador do ambiente suficiente bom, potenciador do desenvolvimento saudável (interrompido).   Nesta jornada profissional, é para mim de um valor superlativo, poder retribuir àqueles que generosamente…

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girl making bubbles during daytime

Regressar ao brincar de “O Brincar e a Realidade”

Foi na livraria da D. Lina, à entrada do ISPA (aquele ISPA dos anos 90) que comprei o meu primeiro livro de Winnicott: “O Brincar e a Realidade”. Daí para a frente, Winnicott acompanhou-me sempre, fui comprando os seus livros e, naquela altura, servia-me de colo entre as leituras de tantos outros autores da psicanálise que fui lendo ao longo do curso. Digamos que entrei na obra de Winnicott como um bebé que vem ao mundo: de forma subjectiva. Lê-lo era um descanso. Ele facilitava-me a entrada no mundo da psicanálise. De forma simples, real e autêntica, Winnicott acolhia-me num…

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